sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!



Que o ano de 2011 venha arrasando! Desejo muita saúde, felicidades e realizações para minha família e para todos vocês! 
Vamos festejar! \o/

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Calvin e Haroldo: a hora da vingança!

Adoro ler sem obrigação, coisa que não consegui fazer livremente durante os semestres de faculdade. As férias são o único período em que posso relaxar e viajar nas páginas de livros não previstos pelo cânone acadêmico. 
De fato, não tenho nada contra o cânone, absolutamente. No entanto, se a leitura dos clássicos não parecesse tão cansativamente compulsória - do tipo da visita à Meca que os muçulmanos devem fazer pelo menos uma vez na vida, considerando que o cidadão tivesse que ir a pé até lá - talvez a literatura fosse melhor recebida pelos jovens na escola. 

Durante a última semana do ano, me dediquei às HQs e ri e me encantei com as aventuras de Calvin ao lado de seu tigre de estimação Haroldo (Hobbes!). "A Hora da Vingança" é o sexto título da série publicada pela Editora Conrad e contém tirinhas que versam sobre a vida de fantasias de um garoto de 6 anos e seu fiel escudeiro felino, suas brincadeiras, travessuras, reflexões filosofo-socio-economico-políticas, bem como o relacionamento de Calvin com sua família, escola e com o próprio Haroldo.

A leitura é fascinante e nos deixa com um sorriso no canto da boca, admirados com a delicadeza com que Bill Waterson consegue dosar personalidade, travessuras e questões sérias na mente de uma criança. A lucidez ingênua com que Calvin fala sobre o mundo foi há tempos perdida por nós adultos e ela aparece dando cambalhotas e gargalhadas em nossa frente, a cada tirinha lida. Simplesmente sensacional!



"E é por isso que amamos Calvin do fundo do coração."

Jornal do Commercio






Em tempo: uma boa fonte de tirinhas de Calvin e Hobbes pode ser encontrada no blog Depósito do Calvin.

Alguém sabe onde encontrar títulos do Calvin em inglês?

Loose thoughts about then

If you asked me I wouldn't know what to answer. Eventually, after much consideration, all the words unspoken would come out as annoying beams of light, preventing me from sleeping.
Even if you ask me now I can surely tell you that I still don't know what to say, don't even have any idea of  how to begin. Nevertheless, after you were gone, all that could have been said used to laugh at my lonely, regretful figure. 
You know what? I have a big list of should've-been-said words. They're a sad group of unrealized reactions and unfulfilled expectations. They're meaningless, taken away from the only context they would fit in and make sense: the past. This little drop of water that, once it's spilled, can never come back. 


October 27th, 2010.

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pinga ni mim

E então, sem qualquer aviso ou intenção, eu sinto uma vontade quase desesperada de escrever. A agitação é grande. Procuro papel, lápis, caneta, teclado, computador, todo e qualquer meio que me faça justificar o fim esperado de uma página coberta de letras. 

Saber que a inspiração teve a bondade de passar pela minha mente vazia - habitada apenas por um pano de chão encardido e uma torneira que goteja irritantemente - traz um entusiasmo só testemunhado por um camponês que recebe a visita de sua majestade em seu humilde casebre ou de uma adolescente atendendo, ansiosa, a ligação do seu primeiro amor. 

Ah, uma respiração ressonante e profunda e a primeira frase toma forma. Como um abre-alas magnífico, ela tem a função de dar as boas-vindas a todas as outras palavras, orações e períodos que, em marcha, se apresentam elegantemente aos olhos de sua criadora. Feliz, sorrio em retorno e preparo-me para aplaudir de pé a coesão e coerência perfeitas da tessitura das ideias quando... que cheiro é esse? Fumaça, muita fumaça envolve todo o ambiente e o desfile para. O carro abre-alas apresenta problemas sérios no acelerador e não pode mais continuar. As frases que vinham logo atrás, tossindo tontas, batem umas nas outras, sem direção. O que antes era uma parada bela e organizada, vira um empurra daqui, puxa de lá, ei essa vírgula é minha, para onde você pensa que vai com essa interrogação?

Olho para a cena visivelmente desapontada, e meu sorriso de dentes largos murcha no mesmo instante em que tiro o chapéu de festas. Mais uma vez, não deu certo.

Ao fundo, só o que consigo ouvir é o som líquido e ritmado das minhas ideias escorrendo pelo ralo.


sábado, 25 de dezembro de 2010

Creativeless

Essa falta de criatividade. Tal ausência da força criativa. A impossibilidade de criar algo novo e original. 

Creativeless, nice to meet you.

Condição desesperadora da minha existência enquanto ser humano pensante (por favor, essa frase não é séria!), não ter uma ideia criativa e excelentemente inovadora (inovadoramente excelente ficaria legal) me faz questionar que diabos andei fazendo em uma faculdade de Letras POR 6 LONGOS ANOS??? Aff...
"O que você faria para ganhar uma viagem para Orlando/Disney/Universal/Paris?" SEI LÁ! Poderia fazer uma porção de coisas idiotas do tipo implorar, tentar não dormir (impossível), peregrinar por algumas horas e deitar em uma cama super confortável em uma loja de colchões de penas de ganso, secar gelo e empacotar fumaça (essas sempre ouvi do meu pai) e blá blá blá...
Só que nenhuma destas coisas são interessantes e/ou criativas. A minha mente deveria ser um celeiro (oi? tô avisando, só piora...) de inovação e originalidade capazes de me fazerem ganhar meu primeiro milhão antes dos 30! Ah, o capitalismo selvagem... Bendito seja aquele que não sonha em ganhar rios de dinheiro (clichê detected! Cataratas de moedas melhora? É... não.), alguns colares de diamantes (melhor uma mina de diamantes) e a chance de fazer 3 desejos a mais para o gênio da lâmpada.
Enquanto isso, no mundo real, vou pensando nesta maldita frase que, depois de pronta, será tão sem graça, que até mesmo o protocolo de envio de mensagens vai se sentir envergonhado de mandá-la (putizgrila, quanta metáfora infame!).

Outro detalhe: vou já avisando que não funciona, viu? Dizer o contrário, rebaixar seu suposto talento e esperar o pior, imaginando assim que a psicologia reversa dará a viagem ou os milhões da mega-sena na suas mãos. Essa eu já tentei. Várias vezes. Epic fail!

Para quem está interessado em ganhar as coisas sem trabalhar e tentar a sorte, o site Baú da Promoção faz uma compilação das promoções mais legais que estão rolando na internet. Afinal, como diz a Jarilene (aka Tom Cavalcanti), você poderia tá matando, roubando ou se prostituindo, mas prefere honestamente escrever frases sem graça para promoções e acumular derrotas. Vida boua, hein?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Meu jardim amanheceu florido

Meu jardim amanheceu florido com as cores do arco-íris. As pétalas eram tão radiantes e delicadas... um verdadeiro dom brotado da terra e iluminado pelos primeiros raios do dia. Enfeitiçada pelo espetáculo de beleza que a natureza me proporcionava, colhi algumas flores e fiz um colar... de crochê! Ta-dah!


Eu vi essa receita de colar de flores de crochê no Super Ziper, um blog de craft muito criativo e cheio de ideias bacanas para quem se interessa em criar e inventar de tudo um pouco com as próprias mãos

A minha primeira intenção era simplesmente conseguir fazer o colar com todos os pontos certinhos e bem alinhados. Acho que posso dizer com certa propriedade que o basicão da arte do crochê já não é campo desconhecido para mim. :D O trabalho ficou bom, mas agora preciso encontrar um modo de usar bem o colar. Talvez, costurá-lo em uma blusa branca e criar aquele estilo de roupas rendadas - que parecem estar na moda nesse verão - não seria uma má ideia, não é? Vejamos.

Mesmo com a foto desfocada, dá para ver os detalhes da flor engradecidos pela linha multicolorida. Minha unha também está uma belezura, falaê! :)


Enquanto fazia o colar, tentava descobrir maneiras de não deixar o novelo de lã/linha exposto às intempéries do dia. Depois de usar caixas e mais caixas de sapato e algumas garrafas pet, preferi este método mais simples e discreto. Peguei uma caixa de presente, fiz um furinho na tampa (agradecimentos e menções honrosas ao meu progenitor que me auxiliou com sua força e habilidade - afinal, crianças não podem mexer com tesoura de ponta, huh? Hahaha!) e, colocando o novelo dentro da caixa, passei o fio pelo buraquinho.


O novelo corre lá dentro livremente a cada puxada para uma nova carreira, sem correr o risco de encerar o chão e colecionar pó e ácaro nas suas entranhas. C'est parfait!


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