quinta-feira, 28 de outubro de 2010

That's my jam!

Achei a música! Sessão nostalgia, esse sucesso do Paralamas do Sucesso (entendeu? entendeu?) não sai da minha cabeça. Tem muito a ver com tudo o que está acontecendo agora. Ah, excelente!

Aumentem o volume e entrem na dança!

Gente, o que é esse Herbert Vianna novinho hein? 1984. Não parece não mas já faz tempo!

Meu Erro
Os Paralamas do Sucesso
Composição: Herbert Vianna


Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessas

Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado bastaria
Ah, meu Deus! Era tudo o que eu queria
Eu dizia seu nome
Não me abandone jamais

Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás

Você diz não saber 
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado bastaria
Ah, meu Deus! Era tudo o que eu queria
Eu dizia seu nome 
Não me abandone jamaaaaaaaaais! (3x)

***

Também tem essa versão 2010 feita pela banda de reaggae Chimarruts. Curti.

Pílulas Metroviárias

por Beatriz Carneiro


I
É uma máquina incansável, verdadeira minhoca automática que percorre os subterrâneos daquela cidade fria. Quando chega, emitindo um som que os ouvidos mal conseguem suportar, regurgita de sua barriga um sem número de praticamente todo mundo. Eles saem em bando, desnecessariamente apressados, como se estivessem culpa de ainda não terem chegado a lugar algum. 

II
Lá vem eles mais uma vez, consigo saber pelo som estridente da máquina que os carrega. Eles ainda saem em bando, apressados, como se juntos soubessem que estão mais seguros. Tática de guerra espartana.
Eu os vejo andar, estupefata. Todos passam resolutos, seguindo o mesmo caminho. Vez ou outra, alguns desviam o olhar e o depositam em mim. Naturalmente, nada vêem. Apenas uma sombra difusa e incerta que tentar falar sem ser ouvida. 
Lá vem eles mais uma vez...

III
E quando estas estruturas do metrô se tornarem ruínas e virarem objeto de estudo de ávidos historiadores, cientistas, sociólogos, astrólogos e adivinhos? “Era um local amplamente utilizados para corridas. Veja só a extensão desta pista!”, diria um. “Na verdade”, outro replicaria, “as instalações encerravam uma piscina subterrânea, única alternativa para os banhistas diante da avançada poluição das águas na época.” “Ah, bobagem! É claro que isso era um templo construído em adoração ao deus “A Grande Minhoca Prateada”, e por esses túneis os fieis percorriam para propagar as boas novas.”
Esse foi o que chegou mais perto!

Estação Largo 13 do Metrô de São Paulo, 7:00 da manhã, Outubro de 2010.






Copyright 2010 by Beatriz Carneiro ™All rights reserved. Todos os direitos reservados. 
É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem a devida citação de seus autores.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eu e minha Moleskine, minha Moleskine e eu

Hahaha, não me pergunte porque tirei essa foto na fruteira!

Sou uma aspirante a escritora, sim, mesmo sabendo que não tenho lá tanto talento para isso. Lembro-me que minha pré-adolescência era tumultuada com tantas ideias que eu não hesitava em colocá-las logo no papel. Tudo parecia ser tema para um pequeno conto ou um verso de poesia.

No entanto, os botões do teclado sitiaram o reino de minhas canetas bic multicoloridas e o que antes era profícua criatividade não passa de um vasto... nada.

Tenho escrito mais este ano, é verdade. E para que o hábito ficasse mais frequente, estive procurando por algo prático para escrever e que pudesse carregar na bolsa, algo pocket size. Foi quanto ouvi falar da Moleskine. É um caderninho básico e bem simples, com folhas de pontas arredondadas e capa preta. Costumava ser usada pelos grandes escritores e artistas, tais como Ernest Hemingway, Pablo Picasso e Vincent van Gogh. Na verdade, muito mais gente comum por aí têm usado Moleskines para guardar seus pensamentos, escrever o que pode ser esquecido em segundos ou rascunhar o que serão grandes histórias no futuro, publicadas ou não.

Depois não digam que eu não avisei! :D

Os cults de plantão sabem que ter uma Moleskine também é querer mostrar um certo status. Só que comprar uma não significa necessariamente que você é bom em escrever alguma coisa, amigo, sinto-lhe dizer. E para um caderninho de algumas páginas, 40 pilas não é barato mesmo. Mas a pretensa inspiração que você sente na hora de escrever naquelas páginas em branco compensa o preço salgado. Fiquei extasiada ao encontrar uma prateleira repleta delas na Fnac da Paulista.


Paguei mó pau pra essa foto, ficou muito legal! Eu que tirei, :P

Hoje em dia, as Moleskines fabricadas não são apenas para escrever ou desenhar. Elas acompanharam os desenvolvimentos da tecnologia e podem vir pautadas, toda em branco, com espaço para endereço, mapas, etc e tal. Depende da necessidade do freguês. No site da Moleskine, têm uma variedade bem grande dessas belezuras.

Recentemente, foi lançada uma edição especial em comemoração aos 40 anos do joguinho da minha, da sua, da nossa infância, o Pac-Man. O vídeo promocional é uma graça, olha só aí embaixo.


Eleições 2010: o que realmente importa

O segundo turno das eleições está batendo a nossa porta e chegou a hora de decidir que futuro queremos para o Brasil. Eu sei muito bem quais rumos quero que meu país tome e nem por um decreto voltaria ao país de 8 anos atrás.

Para ilustrar porque não votaria no Mr. Burns, encontrei um infográfico comparativo muito bem feito e criativo sobre os dois últimos governos no Brasil. O criador é o Bruno O. Barros e você pode encontrar outras criações no site dele clicando aqui. A série se chama "Colocando na Balança" e tem mais outros dois infográficos dela, o 1 e o 3. Visite o site do Bruno e delicie-se com a mais pura constatação da realidade.



Clique na imagem para ampliar

    segunda-feira, 11 de outubro de 2010

    Gostava Tanto de Você...

    Intérprete: Tim Maia
    Composição: Édson Trindade

    Não sei porque você se foi
    Quantas saudades eu senti
    E de tristezas vou viver
    E aquele adeus não pude dar

    Você marcou na minha vida
    Viveu, morreu na minha história
    Chego a ter medo do futuro
    E da solidão que em minha porta bate

    E eu!
    Gostava tanto de você
    Gostava tanto de você...

    Eu corro, fujo desta sombra
    Em sonho vejo este passado
    E na parede do meu quarto
    Ainda está o seu retrato

    Não quero ver pra não lembrar
    Pensei até em me mudar
    Lugar qualquer que não exista 
    O pensamento em você

    E eu!
    Gostava tanto de você
    Gostava tanto de você...





    ***

    Esta música é linda, sem dúvida. Há alguns meses, era a trilha sonora da minha vida desmoronada (ai, que trágica!). Tim Maia empresta tanto sentimento a esses versos que, mesmo que você não esteja vivendo o fim de um relacionamento amoroso, chega até a desejar um. Ou talvez não. Ah, a dor é grande demais, quase insuportável. O cidadão reza para que as horas passem depressa, que os meses virem apenas folhinha de calendário e que todo o sofrimento rapidamente não passe de uma lembrança muito triste, que vai e vem. Um dia, ela simplesmente vai. Vira poeira. 

    Acho.

    Agora, a trilha sonora é outra. Uma música bem conhecida que foi regravada por uma banda de reaggae. Ela realmente descreve o momento atual, com uma verossimilhança deveras espantosa! Problema é que não me lembro da danada! Tem alguma coisa com "gostava..." também.

    Ai, bora parar com esses textos sentimentais no blog! Aff!


    Get over it!

    domingo, 10 de outubro de 2010

    A Grande Guerra

    Chegara o momento tão esperado e ao mesmo tempo tão temido. Confrontar aquela página em branco e superar o desafio de preenchê-la com as suas ideias e cadeias de sentenças era uma guerra declarada. Em frente à folha de papel em cima da mesa ou mesmo à tela do computador, o desconforto era iminente. Os olhos encolhiam, perscrutando um espaço possível onde as palavras fossem apropriadas e fizessem sentindo. Como uma metralhadora frenética, as balas da arma eram substituídas por letras que alvejavam todo o papel branco, agora cheio de furos, feridas, palavras. A tensão era crescente. Uma vez ou outra, aquela cor parecia tomar sua mente e expulsar todas as frases, notas, ideias, todas as… deu branco. Branco! Nem mesmo a troca por uma folha reciclada resolvera o problema… deu pardo! Pardo! Respira fundo, respira. Onde estão as palavras? Atemorizadas, se escondem nas trincheiras mais profundas da mente ao serem tomadas pela explosão de uma das armas mais letais: o Esquecimento. Parente próximo do Bloqueio, ele vem sorrateiro, no momento mais inadequado, e derrota as palavras sem piedade. Estas fogem como formigas fogem da água, enlouquecidas, correndo para todos os lados, separadas. Se elas soubessem que assim, longe uma das outras, não vão conseguir lutar contra esse inimigo tão brutal! Se soubessem da força que sua união engendra, elas poderiam derrotar exércitos inteiros! Sua tecitura magnífica formando orações, períodos compostos, frases, parágrafos, textos, livros! Ah! A guerra é exaustiva. Muitas vezes, o inimigo sai vitorioso e se gaba copiosamente, jogando na cara do escritor a sua inabilidade com as palavras. Nas outras poucas vezes, as palavras recobram sua força inata e, como imãs-irmãs, juntam-se para levar a cabo seu propósito no mundo.

    Hoje, a vitória foi delas.

    sábado, 9 de outubro de 2010

    USP, Formatura e Afins



    Depois de cinco longos anos pegando ônibus e trens, fazendo trabalhos intermináveis e gastando todas as economias em infinitas folhas de xerox, posso realmente dizer que VOU ME FORMAR! 
    Bom, de fato, não é bem assim. Ao final deste ano serei bacharel em Letras mas, apesar de fazer festa de formatura e participar da pompa toda, eu não vou fazer a colação de grau. Minha intenções acadêmicas vão atrasar a entrega do meu diploma em um ano, para que possa realizar uma outra iniciação científica, terminar a licenciatura e emendar uma pós no exterior. Ou seja, vamos chegar, fácil fácil, a mais uns dois bons anos indo e vindo pelos trens da CPTM e esperando o circular por horas a fio. Ê lê rê!



    [inside comment on]

    Isto posto, eu até entendo o porquê de tudo ter acabado. Meus sonhos eram muito maiores e almejavam um futuro vasto, algo que alguém que não entende, ou que não está disposto a entender, nunca poderia seguir. O pior é que eu estava disposta a tantas coisas pelo o que acabou… Até mesmo a sacrificar meu planos e desejos. Foi bom ter terminado. Agora eu sei.

    [inside comment off] Apesar que está bem óbvio saber do que se trata, néam??


    Que arraso esse aqui, não? Vou virar "nega dourada" como a Joice! Ha!


    Na última sexta-feira, passeando por Santo Amaro, estávamos a procura de alguns vestidos para a festa de formatura. A @biancabc já está certa do modelo de vestido que procura, o que faz com que ela desgoste de todos os outros. É realmente difícil encontrar algo que agrade e que já esteja pronto,  só esperando na vitrine para ser comprado. Vamos ter que apelar para uma costureira mesmo.
    Eu ainda não estou no clima de procura por vestido e apetrechos. Não sei, sinto que ainda não está na época. Claro, esta hipótese será totalmente descartada quando, às vésperas da formatura, eu estiver desesperada procurando por um pedaço de pano que seja! Minha mãe vai adorar repetir o mantra: "Eu não te falei???"





    Preciso também pensar em quem será o meu padrinho no dia da festa. Havia um candidato bem apropriado, ele já estava mais que eleito, na verdade. É deveras impressionante como o mundo da voltas, não? O tempo passou e a única coisa que lamento é que perdi um padrinho…

    What goes around comes around mesmo. Tenho testemunhado pisadas de bola homéricas ultimamente, do tipo que uma pessoa que não gosta de dar o braço a torcer NUNCA faria. [É, estou falando de você mesmo… Serviu a carapuça?]

    Espero que seja uma festa de arromba (que expressão antiga essa, hein)! Festas de formatura costumam ser bem legais, apesar de um tanto melancólicas no final (ah, eles TÊM que tocar "Mr. Jones" do Counting Crows quando a festa acabar! Música de final de festa, sabe? Perfeita!). Aqueles que passaram um tempão com você, compartilhando ideias, conhecimentos, brincadeiras e experiências inesquecíveis, não farão mais parte da sua vida de modo tão rotineiro. Claro, a amizade sempre fica. E isso é o que importa. Pior, é que do meu grupo de BFFs, só eu farei festa de formatura, pode? Sou uma garota das antigas, curto essas coisas. Além do que, um pouco de charme, elegância e glamour em uma festança de gala, não fazem mal a ninguém, não é?



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