quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

De um albergue sujo para o mundo!


Tem acontecido um milhão de coisas na minha vida, e essas foram só as poucas que consegui contar. Vamos, finalmente, começar a contar mesmo. Neste momento, estou escrevendo de um albergue em Washington D.C., um dos piores lugares em que já fiquei na vida. Não me refiro a cidade, que fique bem claro. O Distrito de Columbia é maravilhoso! Este albergue, no entanto, representaria minha primeira impressão de uma moradia do tipo, já que nunca tinha me hospedado em um lugar desses. É claro que já tinha previamente feito minha cabeça para não esperar nenhum luxo e riqueza, nada comparado ao tratamento quase VIP que tive no Hyatt Hotel, onde fiquei os quatro primeiros dias da minha estadia na terra do Obama. Tudo pago pela Fulbright, patrocinadora do meu programa e a razão por eu estar aqui nos Estados Unidos. 

A questão é que, mesmo tendo que tirar nossos sapatos logo na entrada do albergue, isto não impede que o lugar seja cheio de pó e sujeira. Ninguém varre, ninguém limpa, ninguém passa pano. O cara “supostamente” responsável por fazer estas coisas está sentado à minha frente com um fone de ouvido branco maior que a cabeça dele, navegando na Internet. Estou na sala comum do albergue, já que é impossível ficar no quarto de oito camas em que durmo, em cima de uma beliche, sem uma tomadinha sequer para conectar o computador ou carregar o celular e a bateria da câmera. Aff... Eu sei que não estava esperando por luxo mas este não é um lugar bom nem para passar um tempinho, hanging out, descansando.

O problema não fica aí. O banheiro: sujo. Os tapetes: sujos. Os lençois: manchados e fedendo a peixe. Passo até longe da cozinha. Sem contar o rato que viram correndo por aqui! Para evitar mais aborrecimentos, simplesmente acordo bem cedo de manhã e saio na lapa do mundo. Ah, e esta parte do mundo é linda!

Washington D.C. é coberta de história em todos os cantos. Não tive muito tempo de conhecer a cidade por causa das demandas da conferência, mas esses quatro dias livres que vou passar aqui (estou na noite do terceiro) me deram várias possibilidades para ver um bocado de coisas. E quanta coisa! É impossível digerir tanta informação em tão pouco tempo. Como comentei, os fatos da história estão por toda a parte; na arquitetura das casas juntinhas, parecendo o pelourinho; nos monumentos como o Lincoln Memorial, o Washington Monument, o Capitol Hill; nos museus do Instituto Smithsonian (cara, fui ao Smithsonian!) e em tudo o mais que esta cidade representa para os americanos. Realmente gostaria de ter um guia turístico nativo para me dar uma ideia real do que tudo isto significa, para me contar o que ele ou ela sente quando veem a estátua do Abraham ou a Casa Branca iluminada. Para mim, são edificações incríveis e portentosas, representações do poder americano que se estende muito além de suas fronteiras, por mais que gostemos disso ou não. Ver tudo com olhos de turistas também é legal. Na verdade, eu posso me misturar com a população e ninguém perceber que não sou daqui. A cidade é bem diversificada e tem pessoas e turistas de todos os lugares do mundo. Aliás, acho que hoje vi uns três ou quatro grupos de brasileiros no National Air and Space Museum. Também nesta cidade foi onde vi a maior quantidade de negros (ou African Americans, como queira) aqui nos Estados Unidos. Ouvi dizer que é assim mesmo, que a cidade recebe até o nome de “Chocolate City” por essa razão. Que meigo. 

Tenho muita coisa para falar. Melhor dizendo, quase 5 meses no Arizona mais Washington. Apesar disto, preciso só comentar o fato de que comprei um journal para escrever tudo isso aqui em papel. Agora, pergunta se tô fazendo isso? Hum... ai ai... 
Continuo mais tarde. Beijos!

Um comentário:

  1. Olá, adorei seu blog *---*
    e gostaria de te convidar a conhecer o meu blog, espero que goste, se gostar segue lá ;D
    um grande beijo e fique com Deus
    Beijos, Laís :))
    http://bepretty1.blogspot.com.br

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