sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lost 6x11 - Happily Ever After

Sério que cheguei a duvidar que este episódio não fosse bom, mesmo sendo Desmond-centric. Devo ter me esquecido que qualquer episódio do Desmond tem o cacife de concorrer ao melhor da temporada.
Parecia que estava assistindo ao bom e velho The Constant, com todas aquelas ideias intricadas de viagem no tempo, desmaios súbitos e sacadas sensacionais.


Viver em um mundo livre de spoilers (aliás, esse texto tem spoilers do episódio 11. Se você ainda não o viu, passe pro próximo post. ) te dá o imenso prazer de ir descobrindo os enigmas junto com os personagens, mesmo que eles ainda não sejam muito claros. Pô Desmond! Quando o Charles Widmore ia explicar para nós (sim, para os telespectadores) todos os planos dele, você diz que não precisava explicar e que entendia tudo?! Eu não entendi carai! Mas, de alguma maneira, ainda sim me senti satisfeitíssima com os rumos do episódio.


Foi o primeiro flash-sideways que fez algum sentido prático em Lost. De fato, este foi o único que conteve relações reais com a vida na ilha, já que Desmond ia de um ponto a outro mentalmente. Essas relações só são perceptíveis àqueles que não desistiram de Lost há algumas temporadas e que ainda acreditam na genialidade da série.


Pontos altos:


1. Momentaço de fúria de Desmond quando seu odioso sogro Widmore diz que "The island is not done with you yet."Putz, te contá que faria o mesmo que o brotha e já ia rolar uma voadora ali no cara. Desmond, no entanto, só tinha à disposição o suporte de metal do soro que bateu repetidas vezes na testa de Charles. Achei que ia matar o velhinho, certeza. Nada, Widmore levantou na mais perfeita calma.



2. Que pãozinho ficou o Desmond naquele paletó, todo trabalhado no gel e subindo e descendo com seu blackberry tuitando por aí, huh? Lindo, gentil, educado, bem sucedido e rico. E o amor? Ah, o amor... Amar é fogo viu, mas quando é bom a gente logo lembra do casal mais fofo de Lost: Penny & Desmond ♥! Quem nunca se emocionou com as tentativas de Penny em encontrar seu grande amor (com a ajuda daqueles caras que falavam um português estranho, lembram?), ou quem nunca chorou quando ele conseguiu ligar para ela no Natal e criar uma constante para si? Ou finalmente o encontro do casal 20 no mar quando da fuga dos Oceanic 6? Foférrimo!

3. A aparição do Charlie quase não deu para matar saudades. O cara tava bem doidão, viu. O Charlie da ilha era tão mais doce... não sei. A cena mais legal foi Desmond ter a visão do que havia acontecido no episódio Through the Looking Glass, da terceira temporada, em que o Charlie tenta avisar que não! not penny's boat brotha, antes de morrer afogado! #triste
4. Desmond como o braço direito de Widmore na vida paralela; Eloise assustadoramente sabendo de tudo e mandando Desmond parar de tentar descobrir quem é essa tal de Penny que não sai de sua mente; Faraday, ou melhor, Daniel Widmore dando uma de físico quântico amador escrevendo fórmulas de precisão (vi The Constant inteiro só naquela conversa deles); e o encontro de Desmond com Penny (que no flash-sideways pratica corrida como Desmond fazia) fecham o episódio que é tão rico que não dá nem para resumir, tem que assistir!






Pontos baixíssimos:

1. O que foi aquela demora toda do pessoal do pier em ajudar o Desmond e o Charlie depois de o carro ter afundado? Que povo lerdo!

2. Alguém PELO AMOR DE DEUS paga um enchimento de lábios para aquela tal de Zoe? Que coisa horrorosa! A mulher parece um pato com aquele beiço estranho, credo!

3. Sayid zumbi tá chatão, né? Triste fim para um personagem que eu achava tão bacana...


Um comentário:

  1. adorei o episódio, e adorei o teu post também! principalmente na parte da voadora e da demora dos caras no pier, hahahha! #euri... mas né, DESMOND É O CARA, salvou a temporada, brothä!

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